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Medicina Fetal
Enviada em 26/04/2002 às 14:38:39 por Pessoal
Medicina FetalO termo Medicina Fetal alcançou consagração universal no final dos anos 80 através da literatura médica e pela criação de departamentos de Medicina Fetal em universidades americanas e européias. Medicina fetal representa um conjunto de ações preventivas, diagnosticas e terapêuticas no sentido de proteger, avaliar e assistir a saúde do feto. Assim, o compromisso maior desta especialidade é com a saúde do feto, considerando-o um indivíduo, ou seja um paciente em todos os aspectos do direito de um ser humano e de um cidadão. Para tanto, utiliza recursos clínicos, ultrasonográficos, bioquímicos, dopplerfluxométricos, imunológicos, hematológicos, bacteriológicos, medicamentosos e cirúrgicos.Neste contexto, a Medicina Fetal cuida das causas que comprovadamente colocam em risco a Saúde do feto como: idade materna avançada; antecedentes familiares de doenças hereditárias; consangüinidade; exposição a drogas (medicamentos, fumo, álcool, cocaína, maconha) e a radiações; infecções pré-natais (rubeola, toxoplasmose, citomegalovírus, AIDS, sífilis, varicela); incompatibilidades sanguíneas, particularmente ao fator Rh; doença maternas que acarretam problemas ao feto como hipertensão arterial, diabetes e cardiopatias. Além do estudo das anomalias fetais diagnosticadas ao longo da gravidez, algumas eventualmente são passíveis de tratamento intra útero, durante o período gestacional.Esta abordagem, apesar de envolver a fase pré-concepcional, representa um desafio constante na assistência pré-natal. A precocidade na sua realização representa o princípio básico neste campo no sentido de atender aos interesses dos pais e do médico assistente na tomada de decisões frente ao futuro da gestação.A criação desta nova sub-especialidade interessa primeiramente a aqueles diretamente envolvidos, a gestante e seu filho, e em segundo aos obstetras que podem lançar mão destes meios para desenvolver seu trabalho dentro de uma visão mais moderna da Obstetrícia.É importante lembrar que o processo básico da concepção é controlado geneticamente, sendo dependente dos fatores ambientais para a expressão de suas potencialidades genéticas.As anomalias fetais devem ser entendidas como de natureza plurifatorial sendo os mais importantes as causas cromossômicas , gênicas, ambientais e multifatoriais. Independente da história familiar, pessoal ou reprodutiva, todos os casais apresentam riscos para anomalias fetais. Este risco empírico é chamado de risco populacional, que guarda relação com o tipo de constituição da população e do meio ambiente que os cerca.O objetivo principal da Medicina Fetal é o de identificar casais que tenham riscos elevados para uma determinada condição no período pré-concepcional e pós-concepcional afim de prover informações detalhadas a respeito dos seus riscos e as eventuais medidas preventivas e as possibilidades de diagnóstico pré-natal.No quadro abaixo apresentamos os principais fatores de risco materno-fetais que condicionam aumento de risco para anomalias fetais..Fatores de risco para anomalias fetais1. Identificáveis antes da concepçãoidade materna acima de 35 anos consanguinidade ( qualquer grau de parentesco entre os pais ) história familiar positiva para doenças hereditárias ( Ex: Hemofilia ) história obstétrica pregressa desfavorável ( abortamentos anteriores, óbitos fetais em gestações anteriores, etc.) patologias maternas ( hipertensão arterial, diabetes mellitus, colagenoses, cardiopatias e outras ) 2. Identificáveis durante a gravidezinfecção materna ( toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, etc. ) exposição materna a teratogênicos ( drogas, radiações ionizantes, etc. ) oligoâmnio e polidrâmnio no ultrassom de rotina rastreamento bioquímico materno alterado ( teste triplo ) gestante com isoimunização ( incompatibidade sanguínea materno-fetal. retardo de crescimento intra-utero Todas as pacientes que se enquadram dentro de um dos grupos de risco acima citados deve ser encaminhada para aconselhamento genético, onde será submetida à uma avaliação dirigida e verificação da necessidade de exames complementares, os quais serão solicitados de acordo com os antecedentes e informações dadas pela paciente.Os exames complementares são divididos em: procedimentos não invasivos, em que praticamente não existe risco para a paciente, e os invasivos, em que o risco, apesar de ser pequeno, sempre está presente.Como exemplo do primeiro temos a ultrassonografia. O exame é um recurso cada vez mais utilizado em obstetrícia, sendo na atualizade considerado imprescindível na prática.No Brasil, verifica-se uma verdadeira explosão de centros destinados a realização de exames ultrassonográficos, chegando até mesmo a serem realizados atualmente nos consultórios.As principais indicações da Ultrassonografia Genético-Fetal são nos casos apresentados no quadro II:Indicações de Ultrassonografia na gravidez:Anomalias fetal diagnosticada Crescimento fetal retardado Oligoamnio ? polidrâmnio Gravidez múltipla Antecedentes de doenças hereditárias Idade materna avançada Consangüinidade Exposição e drogas e RX Infecções pré-natais Pré-requisito em procedimento invasivo fetal O crescimento e desenvolvimento fetal está em grande parte na dependência da passagem de oxigênio e nutrientes da mãe para o feto, pela circulação umbílico-placentária durante a gestação.A avaliação clínica da circulação fetal e materna tornou-se possível nos últimos anos com o desenvolvimento da tecnologia Döppler. Esta avaliação pode ser realizada tanto de maneira qualitativa como quantitativa, utilizando método não invasivo, ou seja, sem risco a paciente.A análise dopplervelocimétrica tem-se mostrado de valor no estudo do crescimento e desenvolvimento fetal, bem como indica as alterações que o feto passe em mães com hipertensão arterial, diabetes, doenças cardíacas e estados infecciosos e nas incompatibilidades sangüíneas ao fator RH. Outra aplicação do método diz respeito às gestações múltiplas, crescimento fetal retardado, mal formação fetal.Os procedimentos invasivos mais frequentemente utilizados são a embrioscopia, a fetoscopia, a biopsia das vilosidades coriônicas, a amniocentese e cordocentese.A embrioscopia serve para a visualização fetal e detecta anomalias fetais no primeiro trimestre da gestação, com ajuda da ultrassonografia.A fetoscopia é um método específico e de grande valia para a avaliação do feto, e geralmente utilizada no segundo trimestre da gravidez, e serve para que se obtenha amostras de sangue e pele para exames, por exemplo.A biópsia das vilosidades coriônicas é realizada entre a 9º e 12º semana de gestação, embora possa ser realizada até perto do nascimento. A técnica, de preferência na maioria dos serviços europeus, é transabdominal. A paciente é submetida a anestesia local, e uma agulha é introduzida através da parede abdominal materna até alcançar a placenta. O exame é realizado sob vigilância da ultrassonografia.A biópsia vilo corial pode ser realizada desde o primeiro trimestre de gestação, e por isto muitas patologias podem ser diagnosticadas precocemente. Entre as principais indicações desta técnica temos: o diagnóstico de doenças metabólicas hereditárias e pesquisa de cromossomopatias, como por exemplo a Síndrome de Down.A amniocentese é um procedimento que visa avaliar o líquido amniótico que envolve o feto. O volume obtido varia de 15 a 30 ml. O período ideal para realizar a amniocentese para pesquisa de alterações genéticas é entre 16º a 18º semana, podendo, no entanto, ser executada até o final de gestação, com o propósito de pesquisa a maturidade fetal.A amniocentese tem indicação que varia de acordo com a idade gestacional. No início da gestação, sua finalidade é para avaliação genética, enquanto que em fases mais avançadas, é dirigida para avaliação de maturidade pulmonar fetal e para controle de fetos com risco de isoimunização RH, e problemas de incompatibilidade sangüínea entre a mãe e o feto.A cordocentese é o método de obtenção do sangue do feto para estudo. O sangue é retirado diretamente da veia do cordão umbilical sob vigilância da ultrassonografia. Assim, hoje a medicina fetal, além de uma especialidade, que ganhou o seu espaço, vem a cada dia demonstrando progressos no sentido de propiciar e reduzir os riscos de uma gestação.
Re:Medicina Fetal
Enviada em 10/07/2008 às 09:25:26 por elisangela
estou um pouco confusa pois meu utrason deu normal tenho 28 anos o exame de sangue deu positivo sindrome e eles querem me fazer o exame do liquido do bebe isso ta correto?
Re:Re:Medicina Fetal
Enviada em 06/11/2010 às 21:37:18 por Gai
Fiz uma ultra transvaginal pra medir a TN que deu normal 1,2 mm, osso nasal presente mas deu ducto venoso com onda A negativo, meu medico disse que se eu quiser posso fazer uma amniocentese, será mesmo necessario no meu caso?
Medicina Fetal pergunta ao Dr
Enviada em 14/12/2010 às 18:39:05 por Claudia gaspar zengo
eu também fiz uma ultrason com 12 semanas e 2 dias, apresentou CNN 5.7cm, tn 1.6 osso nasal presente, mas deu ducto com onda A invertida, gostaria de saber mais informações a respeito??? por favor me responda Dr.
Re:Medicina Fetal
Enviada em 02/04/2003 às 18:14:23 por Anderson
gostaria de saber a precisão do diagnóstico do ultrassom no que diz respeito ao número de semanas de gestação?
Precisão da avaliação da idade gestacional
Enviada em 12/04/2003 às 22:29:57 por Dr. Eduardo Vieira Neto -
Caro AndersonA precisão da avaliação da idade gestacional depende do período em que é realizado o estudo ultra-sonográfico e das medidas utilizadas nesta avaliação. No 1º trimestre gestacional, entre 6 e 10 semanas, a idade gestacional avaliada pelo comprimento cabeça-nádegas tem uma variação de +/- 3 a 5 dias.Após o primeiro trimestre, recomenda-se uma avaliação multiparamétrica da idade gestacional, incluindo pelo menos duas medidas fetais, geralmente o diâmetro biparietal e o comprimento do fêmur, embora freqüentemente sejam levados em consideração outros parâmetros, tais como circunferência cefálica, diâmetro occipitofrontal, circunferência abdominal e comprimento do úmero.No 2º trimestre gestacional, no período de 14-20 semanas, a idade gestacional avaliada pelo diâmetro biparietal tem uma variação de cerca de +/- 8 dias, aumentando para cerca de +/- 11 dias no período de 20-26 semanas, +/- 17 dias no período de 26-30 semanas, e +/- 21-28 dias após 30 semanas. Deve-se notar a redução da precisão da predição da idade gestacional pelo diâmetro biparietal após a 20ª semana.
Re:Precisão da avaliação da idade gestacional
Enviada em 02/03/2005 às 16:43:32 por Camila
No dia 08/10/2004 fiz um ultrasom para diagnostico da idade gestacional e o diagnóstico deu como 6 semanas. + ou - quando o ocorreu à fecundação?
Re:Re:Precisão da avaliação da idade gestacional
Enviada em 04/03/2005 às 16:35:38 por Sonia
CamilaSegundo tudo o que me informei e informações de um médico amigo meu... conte + ou 14 dias antes. Não esqueça do erro do ultrassom ok?Se quiser saber o dia da relação que resultou no baby... lembre-se que o espermatozóide vive até 5 dias dentro do corpo da mulher (excepcionalmente 7).Um abraço,Espero ter ajudado.
Re:Re:Re:Precisão da avaliação da idade gestacional
Enviada em 15/05/2005 às 17:40:22 por sonia
PERDÃO.... SÃO 14 DIAS DEPOIS DA IDADE GESTACIONAL (APROXIMADAMENTE)BEIJO
Re:Precisão da avaliação da idade gestacional
Enviada em 11/09/2003 às 17:18:31 por wilma
Estou com 10 semanas e 5 dias de gestação, quero saber quntos dias tem que estou gravida? \\pois tivo relaçao nos dias 13/7 e 18/7


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