Qual a Importância da Idade Materna?

O risco de gestação afetada por muitas anomalias cromossômicas, especialmente pelas trissomias dos cromossomos 21, 18 e 13, aumenta com o avanço da idade materna. Já os riscos de síndrome de Turner e triploidia fetal não se alteram com a idade materna.

O risco de dar à luz a um bebê com síndrome de Down aumenta gradualmente de forma linear até cerca de 30 anos, e de forma exponencial em idades mais avançadas (figura 1).

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Para uma mulher de 25 anos, o risco de dar à luz a um bebê com síndrome de Down é de cerca de 1 em 1.300, aumentando para 1 em 350, aos 35 anos, e para 1 em 100, aos 40 anos. Considerando a informação de anomalia congênita na "Declaração de Nascido Vivo" no Brasil em 2005, 45% dos recém-nascidos vivos com anomalia cromossômica nasceram de mães com idade = 35 anos. Esta seria a taxa de detecção de anomalias cromossômicas fetais caso a amniocentese fosse oferecida a todas as gestantes com idade = 35 anos, no Brasil, e haveria uma taxa de falso-positivos de 9% (percentual de mães de nascidos vivos com idade = 35 anos, no Brasil, em 2005). Para esta taxa de falso-positivos, mesmo o Teste Triplo seria capaz de detectar 85% dos casos de síndrome de Down.Além disso, como a amniocentese possui um risco de perda fetal adicional de 0,9%, cerca de 2.000 fetos normais seriam perdidos para se detectar cerca de 500 fetos com anomalias cromossômicas, na hipótese de que todas as gestantes brasileiras com idade = 35 anos fossem submetidas à amniocentese, isto é, quatro fetos normais perdidos para cada feto afetado detectado.

Estudos demonstraram que o risco de perda fetal adicional após biopsia de vilo corial no primeiro trimestre é semelhante ao risco decorrente da amniocentese realizada no segundo trimestre da gestação.

A Tabela abaixo apresenta o risco a termo, isto é o risco de conceber um recém-nascido afetado após um período gestacional habitual (40 semanas), para as síndromes de Down e Edwards (Trissomia do 21 e do 18, respectivamente). Observe que o risco (e, por conseguinte a incidência) de síndrome de Edwards em recém-nascidos é cerca de 10 vezes menor que o risco de síndrome de Down.

Idade Materna Risco de Síndrome de Down Risco de Síndrome de Edwards
A termo (40 semanas) A termo (40 semanas)
20 1/1527 1/18.013
25 1/1352 1/15.951
30 1/895 1/10.554
32 1/659 1/7775
34 1/446 1/5256
36 1/280 1/3307
38 1/167 1/1974
40 1/97 1/1139
42 1/55 1/644
44 1/30 1/359


Fontes: (1) Risco de Síndrome de Down: Snijders RJM, Sundberg K, Holzgreve W, Henry G, Nicolaides KH. Maternal age and gestation-specific risk for trisomy 21. Ultrasound Obstet Gynecol 1999;13:167–70; (2) Risco de Síndrome de Edwards: Snijders RJM, Sebire NJ, Nicolaides KH. Maternal age and gestational age-specific risks for chromosomal defects. Fetal Diag Ther 1995;10:356–67.


No Brasil, dados do Sistema Nacional de Nascidos Vivos (SINASC) assinalam que:

• 91% das grávidas têm menos de 35 anos;

• 9% das grávidas têm mais de 35 anos (Figura 2)

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Embora as mulheres acima de 35 anos possuam um maior risco individual, de anomalias cromossômicas fetais, este dado é sobrepujado, a nível populacional, pelo maior número de partos no grupo com menos de 35 anos.

Isto explica o fato de gestantes, com menos de 35 anos serem responsáveis por 55% das anomalias cromossômicas informadas nas declarações de nascido vivo. Se forem consideradas todas as anomalias congênitas, a maioria das quais não têm a idade da mãe como fator de risco, a contribuição das gestantes com menos de 35 anos é ainda maior: 87% dos recém-nascidos vivos com anomalia congênita (SINASC, 2005).

 

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